O CONHECIMENTO É UM INVESTIMENTO FUNDAMENTAL (Pichinin)


AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL À LUZ DE INDICADORES DE QUALIDADE EDUCACIONAL

02-12-2011 20:28
Avaliação institucional à luz de indicadores de qualidade educacional
 
Atualmente a avaliação é inquestionavelmente um dos assuntos mais debatidos. Até bem pouco tempo se discutia apenas a avaliação da aprendizagem do aluno, hoje em dia se discute a avaliação desde o desenvolvimento docente ao institucional. Vale frisar que essas perspectivas avaliativas, não podem ser tratadas isoladamente (separadamente), mas sim de forma a se complementar, pois todos integram à avaliação escolar, tendo como centro o Projeto Pedagógico. Entretanto, por uma questão de didática serão tratadas aqui em separadamente.
Este trabalho pretende discutir a avaliação institucional à luz de indicadores de qualidade educacional.
 
Decisões coletivas
 
Na avaliação se busca alcançar e compreender determinadas realidades e assim subsidiar novas decisões (para direcionar e/ou intervir) e propor um aperfeiçoamento dos trabalhos, descrevendo, interpretando e julgando as realizações. Deste modo, a avaliação ultrapassa a análise de sugestões e atuações, representa uma transformação real. Contudo a idéia de aprimoramento institucional se relaciona diretamente com um comprometimento dos vários indivíduos que fazem parte da instituição. Desse modo, é importante que a gestão promova sempre decisões coletivas e democráticas.
 
Política e ideológica
 
É no sistema escolar de ensino que se constitui a avaliação, e uma concordância sobre ela não é fácil, sempre representa um tema de difícil consenso. As discussões e decisões tomadas a propósito da avaliação da instituição ou da aprendizagem são das mais diversas. Sempre surgem polêmicas e interrogações (Para quê? Como? Para quem? O que fazer com os resultados?).
Tais questões ainda representam um mistério, pois a avaliação não é algo técnico, mas política e principalmente “ideológica”. Assim quem constrói a avaliação assume valores que serão decisivos quanto às respostas que serão dadas a tais perguntas. Todavia, examinar as práticas predominantes de avaliação, com suas peculiaridades e intenções se torna muito significante, uma vez que pode mostrar a concepção educativa escolar.
 
Avaliação interna e externa
 
Há duas perspectivas na avaliação da instituição: A interna e a externa. A interna é realizada pelos próprios funcionários, estudantes e pais (comunidade). A externa é realizada por pessoas e/ou instituições da sociedade em geral, analisando o trabalho com uma visão e/ou aspecto externo. Há ainda os resultados das avaliações sistemáticas, como a Prova Brasil, criada com o intuito de informar sobre a qualidade da educação em cada escola, objetivando estabelecer metas e implantar estratégias visando melhorar a educação.
Deste modo, a avaliação externa considera a escola como um todo, ou seja, nas esferas pedagógicas e de administração, tendo como cerne o Projeto Pedagógico. Têm a pretensão de dar subsídio, no sentido de um ininterrupto aperfeiçoamento do andamento dos trabalhos realizados. Precisa ser admitida coletivamente (democraticamente) pela escola, que julgará, programará, realizará as propostas tracejadas e julgará o resultado que vem sendo alcançado.
Interpretar o desempenho do alunado em tais provas pode ajudar os docentes a reestruturar as ações que serão realizadas com os alunos. Vale observar que tais resultados deverão ser comparados com as avaliações que o professores já administra na própria escola.
 
As falhas das avaliações sistemáticas
 
É verdade que as avaliações sistemáticas trazem muitos subsídios para o plano de ação do sistema escolar. Porém, devem ser levadas em conta algumas de suas falhas, tais como: As avaliações são restritas aos desempenhos das áreas de matemática e língua portuguesa, e quase não consideram o conglomerado de disciplinas que fazem parte e são abordadas na escola, nem os vários aspectos que são levantados no trabalho com os estudantes, de maneira especial os atitudinais, ou ainda, não levam em conta as próprias peculiaridades das escolas e/ou dos alunados.
 
Indicadores para a Educação Infantil
 
Alguns indicadores de qualidade fornecem uma direção viável para ajudar nos melhoramentos da educação Infantil (e do mesmo modo o Ensino Fundamental) pelas escolas, uma vez que tornam possível a observação de certos conceitos ou noções. Ou seja, questões a serem levadas em conta para um diagnóstico da qualidade do trabalho prestado pela mesma.
Entre os “Indicadores da Qualidade na Educação Infantil” (Disponível em: www.mec.gov.br) estão: A elaboração de um plano de ação institucional; Relações mútuas respeitosas; Ascensão do aspecto saúde e bem-estar; Ambiente físico e materiais apropriados; Condições para melhor qualidade do trabalho por todos os funcionários da escola; E fundamentalmente uma parceria com a família.
 
Indicadores para o Ensino Fundamental
 
Quanto aos “Indicadores da Qualidade na Educação” para o Ensino Fundamental (Também disponível em: www.mec.gov.br) estão: Um ambiente positivo no cotidiano da escola; Diferentes estratégias pedagógicas e avaliativas; Diferentes práticas de ensino e aprendizagem no que se concerne a leitura e a escrita (acesso e uso de computadores, internet e biblioteca); Uma gestão popular e democrática; Efetiva condição de trabalho (formação e estabilidade profissional); Ambiente e espaço físico adequado; Acessibilidade do estudante à escola, bem como sua permanência dentro dela (especial atenção às faltas, evasão e as dificuldades de aprendizagem).
 
Conclusões
 
Neste estudo, concluímos que um modelo padrão de avaliação, que contemple cada escola não poderá ser possível. Sendo assim, cada escola com sua particularidade, deve construir sua própria proposta avaliativa.
Entretanto, se destaca a importância de um olhar para os Indicadores de Qualidade Educacional da Educação Infantil e também do Ensino Fundamental (Quanto ao Ensino Médio, evidenciamos a ausência na literatura de considerações relativas às suas questões), visando um diagnóstico das práticas realizadas. Deste modo, a avaliação interna e externa precisa ser levada em conta, para o aprimoramento e melhoramento da instituição. As decisões e atuações em decorrência delas precisam ser democráticas, visando assim garantir maior comprometimento e envolvimento de todas as pessoas envolvidas, uma vez que, a avaliação perpassa por valores políticos e, sobretudo “ideológicos” diferentes.
 
 
Dailton Sidnei Pichinin, Mestrando em Ciências do Movimento Humano. Endereço eletrônico: didaticacopep@gmail.com;  

 

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